segunda-feira, 28 de julho de 2008

Sonteto 17.

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.

Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

sábado, 26 de julho de 2008

Pensamentos particulares...

Do chão levei uma mão cheia da relva e da primavera nada mais vou guardar.
Tira-me anos de vida quando fazes promessas que não preciso.
Nego-te o "para sempre" e "não te vou deixar" e tu amuas mas tens mais é que acreditar naquilo que eu prefiro não dizer.
Não vale avançar demais para segundos depois recuar, já devias ter aprendido a lição.
As palavras são palavras e as ações valem o dobro.
Se temos lábios é para beijar as nossas mãos, não para cantar refrões de canções de amor.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

06,07,08

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segunda-feira, 14 de julho de 2008

23:09

Tudo esta tão confuso e estranho aqui dentro. Mal consigo enxergar, é tudo tão escuro...

As luzes não acendem, esta um clima estranho. Hora quente, hora frio... Ainda não me acostumei com a ausência, mas logo me acostumarei. Ainda não pude sentir com certeza o que se assa dentro de mim. Deve ser um tipo de conflito entre o certo e o errado, mas não sei onde me estacionar.

Devo escolher o X ou o Y? Ambos são parecidos, com diferenças interessantes. Para mim, nenhum faz tanto sentido agora, o que eu quero esta longe... A saudade que sinto já esta a caminho do Paraná. E agora não sei quando passará por São Paulo de novo...

DYI

Quantas vezes mais terei que retocar a maquiagem até você chegar? Ás vezes eu olho embaixo da cama, atrás do armário, dentro da geladeira, nas gavetas da sala, quem sabe eu te encontro, no lugar certo, só pra ser mais feliz, bem assim por acaso...
Não quero mais depender de sorrisos plasticos e fantasias nas madrugadas.

Minha percepção em condição de semi dormência
Consequência de atos sem planejamento.
A mágoa contida se desfez em sensação analgésica.
Resultando em estado mental gasoso...


Indiferença comportamental
Em sinal de conformidade com o inalterável.





Talvez o preço tenha sido alto demais...

domingo, 13 de julho de 2008

Criança.

Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. Acho graça onde não há sentido. Acho lindo o que não é. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, o mundo continua rodando, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, existem coisas que não precisam ser explicadas. (Pelo menos para mim).
O que importa é o que faz os meus olhos brilharem, o coração bater forte, o sorriso saltar da cara. Eu acho que as pessoas são sempre grandes e às vezes pequenas, igual brinquedo Playmobil. Enxergo o mundo sempre lindo e às vezes cinza, mas para isso existem o lápis-de-cor e o amor que a gente aprendeu em casa desde cedo. Lembra?
Tenho um coração maior do que eu, nunca sei minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).
Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de filme de terror, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos entram e saem, nunca sei aonde fui parar. Mas uma coisa eu digo: eu não páro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre pergunto se você está feliz, se eu estou linda, se eu vou ganhar estrelinha, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim, se o café ficou forte demais. Eu sou assim. Nada de meias-palavras. Já mudei, já aprendi, já fiquei de castigo, já levei ocorrência, já preguei chiclete debaixo da carteira da sala de aula, mas palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força.
Sou menina levada, princesa de rua, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Beijo escondido, faço bico, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Amo e invento. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Sem pudor. Quer me entender? Não precisa. Quer me amar? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Criança não liga pra preço, não liga pra laço de fita e cartão de relevo. Criança gosta de beijo, abraço e surpresa!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Esperei por você a semana toda... e como de costume, você não apareceu. Tudo bem, não me importo, parei de me importar a algum tempo. Eu não esperava que você aparecesse mesmo... é isso que você sempre faz, é assim que você sempre age.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Será que aquelas tardes de risos e brigadeiro, ou aquelas madrugadas deitada ouvindo musica e não te deixaram nada de importante?

Para eu deixaram.

...Deixaram saudades.

Não há alteração de humor visível
É mais como um incômodo atrás do pensamento
Mais profundo e totalmente sincero
Eu rasguei um pouco mais e te mostrei onde estava machucado
Você fingiu não ver porque isso também lhe traria incômodo
Não esperava que você se importasse mesmo...



É melhor assim agora...

Apenas uma declaração.

Esse negocio de sentimentalismo momentâneo funde o meu cérebro de uma tal forma...

Acho que to cansando desses tipos de atitudes.

Tô morta de saudades de alguém... =(