terça-feira, 10 de junho de 2008

Valsa da dor.

E naquele momento existia apenas o silencio e eu. Dançávamos juntos uma valsa sob luzes verdes, diziam ser luzes da dor.Algo pesava dentro de mim, eu desmoronava em forma de gotas d’aguá.Na boca sentia aquele gosto amargo, era ódio com uma pitada de amor.

As cortinas balançavam com o vento forte, a falsa ficava cada vez mais intensa e o aperto passava aos poucos...

Tem horas que viver dói.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Embriaguez.

"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos,
A alegria como quando se sente
A garganta um pouco seca e se vê que, por admiração
Se estava de boca entreaberta:Eles respiravam de antemão o ar que estava à frente,
E ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar
Matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam,
E ao toque - a sede é a graça, mas as águas
São uma beleza de escuras - e ao toque brilhava
O brilho da água deles,
A boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não.
Tudo se transformou em não quando eles quiseram
Essa mesma alegria deles.
Então a grande dança dos erros…
O cerimonial das palavras desacertadas.
Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira,
Ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali.
Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas,
E quanto mais erravam, mais
Tudo só porque tinham prestado atenção,
Só porque não estavam bastante distraídos.
Só porque, de súbito exigentes e duros,
Quiseram ter o que já tinham.
Tudo porque quiseram dar um nome;
Porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que,
Não se estando distraído o telefone não toca,
E é preciso sair de casa para que a carta chegue,
E quando o telefone finalmente toca,
O deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."

terça-feira, 3 de junho de 2008

Peso.

Queria tanto dizer o que sinto agora. Não consigo. Me confundo em meus próprios pensamentos, já não sei o que sinto, o que quero.
Me sinto perdida em um grande espaço, esta escuro e quase sem ar. Tento chegar próximo a janela, onde há uma fresta aberta, porém algo me puxa para o meio.
Me sinto andando em círculos, ou perdida em um lugar que não conheço. Mal sei que decisões tomar.
Algumas coisas poderiam ser mais fáceis. Mas não são. Enquanto espero as horas passar tento me desgrudar do mundo, tento esquecer daquele maldito sentimento que pesa dentro de mim e me deixa sem ar.

Obras.

A Avenida Paulista está em obras, e meu coração também.
Flamejo saudade, lembranças e sonho com uma presença quase impossível.
A tristeza se aproveita do meu corpo, trás consigo
angustia. Um dia passa, sempre passa.



Enquanto espero, faço cautelosamente dobraduras de papel.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Ela e meu mundo...

Falar com ela é sempre bom. È como se algo dentro de mim se expandisse e se libertasse. Ela meio que me da vida, mais depois que ela vai eu me perco de novo, me perco em pensamentos longos e profundos. Eu imagino isso como um quarto escuro e fechado. Quando chega, ela trás lanternas, abre as portas e janelas para que a luz entre...Quando ela se vai, é como se tudo se fechasse e restasse apenas um quarto frio e escuro.

Ela me faz entender o meu próprio mundo. O mundo que eu mesma crio.

E a uma hora dessas da madrugada, ela se foi. Mas volta amanhã para ver como eu estou.

Estarei bem, eu acho.

Enquanto isso, cá estou. Sentada na cama, sem sono, escrevendo esse texto que ela ira adorar quando ler pela manhã.

E quando terminar, vou deitar na cama e pensar: “ Como Construirei meu mundo amanhã?”.

sábado, 5 de abril de 2008

Pra Ser Sincero (Engenheiros do Hawaii)

Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos...

Pra ser sincero
Não espero que você
Minta!
Não se sinta capaz
De enganar
Quem não engana
A si mesmo...

Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Não deixam suspeitos...

Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos...

Pra ser sincero
Não espero que você
Me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma
Ao diabo...

Um dia desse
Num desses
Encontros casuais
Talvez a gente
Se encontre
Talvez a gente
Encontre explicação...

Um dia desses
Num desses
Encontros casuais
Talvez eu diga:
-Minha amiga
Pra ser sincero
Prazer em vê-la!
Até mais!...

Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Nunca deixam suspeitos...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Para uma amiga...

Preciso de palavras, estas me faltam agora. Queria poder falar tudo o que sinto, acho que eu estouraria como uma bomba, ou talvez eu preferiria ficar calada, e com os olhos fechados para não ver o que ela faz.

Suas atitudes tem me incomodado. Eu sei que a vida é dela, e que ela faz o que quer...talvez ela esteja errada agora e nos estamos aqui, sem poder fazer nada esperando que algo aconteça para que ela desperte.

Ela ganhou uma liberdade, porém não esta sabendo usar. Talvez isso ocorra pelo fato dela ter passado algum tempo fechada, grudada com seu pai e seus tios. Talvez ela não tenha maturidade suficiente para saber como agir diante das coisas e talvez ela esteja com tanta pressa de “voar” por ai que esta esquecendo de abrir as asas de forma da correta.

Sem mais por hoje... como eu disse acima, me falta palavras agora.

Boa noite!